"Se tivesses acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria." (Charles Chaplin).


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Comentários de Cinema: "Encurralados".

(Título Original: Butterfly on a Wheel).


Bom. Simples e bom. Sinceramente, não é um filme excelente, mas serve pra passar o tempo. Não chega a ser genial, mas é legal.

Neil é o marido perfeito, o pai perfeito, o colega de trabalho perfeito... Mora numa casinha perfeita de subúrbio com Abby e Sophie, sua esposa e filha, ambas obviamente perfeitas. E isso prosseguiria por todo o resto de suas vidas perfeitas, se Tom Ryan não entrasse na vida deles. Tom sequestra Sophie, e daí pra frente obriga o casal a passar por uma série de humilhações, sofrimentos, e torturas psicológicas. E o motivo? "Alguém quebrou a borboleta na roda." E o que isso quer dizer
?

Enfim, não há muito a ser dito sobre esse filme, é um bom filme, com ótimas cenas de ação, mas sem profundidade, nem inovação. Por outro lado, tem um final surpreendente (pelo menos pra mim). No fim das contas, vale a pena assistir, mas não é uma grande produção.

Nota: 8.0

domingo, 14 de setembro de 2008

"Fomos."

(Vanessa, Ana Paula, Fabíola, Eu, Nayara, Giordano, e o braço de algúem, provavelment Breno).


Não é comum. Mas acontece: Eu viajar.

Pois bem, sou do tipo de pessoa que concorda com a tese de que diversão é ficar em casa com um livro, ou um filme ou até mesmo não fazendo nada, só dormindo, ou planejando uma bela noite de sono.
Mas... a despeito de todas as minhas convicções... Eu viajei.
E bem, tenho que confessar que foi : FANTÁSTICA.

Eram 4:02 da manhã...
E estávamos ali... sentados. Indo...
E daí pra frente, tudo foi colaborando para um belo dia no litoral (mesmo que eu não tenho chegado perto da praia, mas isso não vem ao caso, nem ao texto).

O plano era visitarmos lugares históricos na cidade de Touros: primeiro canhões coloniais, depois uma igreja de 1800, e em seguida o museu da cidade. Até ai tudo bem.
Só que quando chegamos ao motivo principal de nossa ida, o grande farol de Touros (o segundo maior do mundo, ficando 'abaixo' só de um farol japonês, afinal todo mundo sabe que esse povo oriental gosta de ter destaque) fomos barrados! E enquanto estávamos ali, parados diante de um portão fechado e de uma bendita placa que informava que "visitas só aos domingos", o desespero e indignação por termos viajado mais de 4 horas por um farol trancado se apoderou e se aproveitou de nossa fragilidade momentânea. E é aí que algo inusitado acontece:
Alguém pula a cerca.
Depois outro.
Mais um.
E em seguida outros dois.
...
Não é preciso mais que lógica para concluir que não demorou muito e toda uma turma de terceiro ano estava pisando em solo da marinha.
É estávamos... E caminhamos pela trilha levemente temerosas até encontrarmos alguém.

Alguém estava parado, sentado sozinho arrumando uma rede de pesca, provavelmente não esperava nada de muito incomum para aquele dia, apenas sol, mar, vento e peixes.
Mas ao levantar os olhos para a pequena elevação de terra à sua frente, alguém conclui que iria mudar de planos.

O QUE ELE VIU:
Um número considerável de adolescentes. E dois adultos (sendo que um deles por não ter uma altura avantajada, poderia facilmente ser confundido com um dos adolescentes, e talvez tenha sido).

O que aconteceu a seguir: uma conversa rápida sobre distância, cachorros e minas... O papo sobre as minas foi desmentido a seguir, mas o fato é que o tempo entre a mentira e a verdade bastou pra nos deixar temerosos.
Não muito tempo depois, alguém (que aí já tinha nome Sargento Martins) nos abriu uma exceção, entraríamos no farol, mesmo sendo sábado.

E entramos.
E subimos...
278 degraus.

E a vista lá de cima, fez tudo valer a pena. Cada passo... Cada degrau.
E faria de novo.

E enquanto olhando... Enquanto observando as grandes coisinhas pequenas lá de cima, ouviu-se:

"Como alguém que ver o mundo daqui de cima pode não acreditar em Deus?" (Nayara Freire).

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Distante...

(À Muri... Já que não 'tou' perto).

É fácil encontrar um motivo pra estar longe. Longe de alguém ou de todas as pessoas. Culpando os outros ou a si mesmo. Os humanos têm o dom de culpar, a si mesmo às vezes, mas em geral, os outros.

Pra estar perto é preciso mais... mais afeto... mais humildade. E principalmente mais amor. A questão do amor está intimamente ligada à humildade e ao afeto, e vice-versa.

Estar perto é tão complicado, que faz parecer que a dor de estar longe, compensa. O que é tão plenamente sem fundamentos que é possível perceber porque estas pessoas estão só.

O grande problema acontece quando os que amam estão longe e os que acusam estão perto. E quanto a isso não há grandes soluções, nem grandes idéias.

Só esperança...

Paciência o bastante pra esperar...

O abraço apertado do vácuo.

O beijo frio do vento.

Ah, a distância! O que dizer aos que estão longe, se o que a boca precisa é de um beijo?


R@mon_Vitor.

Contador de Visitas.