(Vanessa, Ana Paula, Fabíola, Eu, Nayara, Giordano, e o braço de algúem, provavelment Breno).Não é comum. Mas acontece: Eu viajar.
Pois bem, sou do tipo de pessoa que concorda com a tese de que diversão é ficar em casa com um livro, ou um filme ou até mesmo não fazendo nada, só dormindo, ou planejando uma bela noite de sono.
Mas... a despeito de todas as minhas convicções... Eu viajei.
E bem, tenho que confessar que foi : FANTÁSTICA.
Eram 4:02 da manhã...
E estávamos ali... sentados. Indo...
E daí pra frente, tudo foi colaborando para um belo dia no litoral (mesmo que eu não tenho chegado perto da praia, mas isso não vem ao caso, nem ao texto).
O plano era visitarmos lugares históricos na cidade de Touros: primeiro canhões coloniais, depois uma igreja de 1800, e em seguida o museu da cidade. Até ai tudo bem.
Só que quando chegamos ao motivo principal de nossa ida, o grande farol de Touros (o segundo maior do mundo, ficando 'abaixo' só de um farol japonês, afinal todo mundo sabe que esse povo oriental gosta de ter destaque) fomos barrados! E enquanto estávamos ali, parados diante de um portão fechado e de uma bendita placa que informava que "visitas só aos domingos", o desespero e indignação por termos viajado mais de 4 horas por um farol trancado se apoderou e se aproveitou de nossa fragilidade momentânea. E é aí que algo inusitado acontece:
Alguém pula a cerca.
Depois outro.
Mais um.
E em seguida outros dois.
...
Não é preciso mais que lógica para concluir que não demorou muito e toda uma turma de terceiro ano estava pisando em solo da marinha.
É estávamos... E caminhamos pela trilha levemente temerosas até encontrarmos alguém.
Alguém estava parado, sentado sozinho arrumando uma rede de pesca, provavelmente não esperava nada de muito incomum para aquele dia, apenas sol, mar, vento e peixes.
Mas ao levantar os olhos para a pequena elevação de terra à sua frente, alguém conclui que iria mudar de planos.
O QUE ELE VIU:
Um número considerável de adolescentes. E dois adultos (sendo que um deles por não ter uma altura avantajada, poderia facilmente ser confundido com um dos adolescentes, e talvez tenha sido).
O que aconteceu a seguir: uma conversa rápida sobre distância, cachorros e minas... O papo sobre as minas foi desmentido a seguir, mas o fato é que o tempo entre a mentira e a verdade bastou pra nos deixar temerosos.
Não muito tempo depois, alguém (que aí já tinha nome Sargento Martins) nos abriu uma exceção, entraríamos no farol, mesmo sendo sábado.
E entramos.
E subimos...
278 degraus.
E a vista lá de cima, fez tudo valer a pena. Cada passo... Cada degrau.
E faria de novo.
E enquanto olhando... Enquanto observando as grandes coisinhas pequenas lá de cima, ouviu-se:
"Como alguém que ver o mundo daqui de cima pode não acreditar em Deus?" (Nayara Freire).