
Cansado de ouvir sua voz, calou-se. Provavelmente, falava demais, não tinha certeza, mas imaginava que fosse essa a impressão que passava às pessoas. Isso o preocupava, não somente o que pensavam dele, mas que falasse demais. À ele isso parecia tolo, estúpido. Revelava-se demasiadamente, o que não era nada bom, considerando que ele não era muito interessante, pelo menos era o que pensava, crítico demais consigo mesmo...
cruel demais com suas próprias falhas. Não perdoava-se, e torturava sua consciência pelos defeitos de sua existência.
Trancou-se no escuro por tempos, sozinho. Perdido...
dentro de si, sem expor-se. Sem externar-se. Sem opinar.
Amargurou-se.
Envenenou-se com as palavras não ditas. E de tanto censurá-las, esqueceu-as. Ou foram elas que o esqueceram, o que a nível de efeito, dá no mesmo.
E naquele quarto escuro, sem luz e sem palavras, nunca haveria clareza.
E não houve.
E sem clareza, andando às cegas, esbarrou no paradoxo de sua própria existência:
Tanto pra dizer... Mas te faltavam as palavras.
Logo ele que tinha uma boca... Uma língua. E idéias... ele que tinha tanto à dizer pro mundo...
Ele que...
Nada fez.
No mundo entrou. Do mundo saiu.
E nada acrescentou.
R@mon_Vitor.





5 comentários:
Interessante. Gostei bastante do texto.
Na minha opinião, a pessoa que se expressa demais é perigosa, assim como aquela que não sabe se expressar.
*bjoO!
=]
Massa demais.
Ora "Uma besteirinha" af* uahuahhahu
Valew Pedro Bial ho/
hauhauhuahuauahhaauha
beijo.
=*
"Primeiro as cores. Depois os humanos. É assim que vejo as coisas. Ou pelo menos tento."
ah, te achei na comunidade a menina que roubava livros... no topico dos blogs e comus... te add no meu blog, que tá meio no inicio...
O silêncio tem seu momento assim como a prosa e a poesia!
Só me resta saber quais são os meus momentos de cada um deles!!
o.O
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